mudaram-me os lençois, e durante demasiado tempo quis os lençois de volta. do demasiado aprendi que os lençois tem que ser mudados e que os lavados nos fazem esquecer. mas enganei-me. no aconchego dos lençois lavados, limpo lágrimas da saudade de outrora. não me importa quantos mais lençois virão ou que aconchego me darão. todos eles secam lágrimas da vontade de me deitar naqueles. a coragem de os reclamar esbate-se em gemidos abafados debaixo destes. tarde demais, agora tudo é errado.
desapareceram. levaram neles sensações perdidas. estes apenas me relembram que são aqueles que quero, mas é tarde e estou aconchegado debaixo destes. resta o pior de mim pois o melhor éramos nós.
não me conhecerás o esquecimento