noite; olhares desculpam-se nas sombras, as presas ostentam-se e os movimentos desculpam-se ao som de noites esquizofrénicas. todos parecemos bem.

porta fora; café e um cigarro ainda enjoado. os músculos enrijecem-se e perde-se o glamour, as roupas e a maquilhagem já não me importam. quem me dera que chovesse, as ruas tresandam.
porta dentro; copos jorrados, as paredes cobrem-se por sombras maiores que eu. onde ontem não te ouvia agora ouço o eco da minha respiração.

